Por Que Eu Sou Efêmera, Ó Zeus?

Por teu feitio perecível e transitório, a arte efêmera não deixa uma obra prolongada, ou se a deixa —como seria o caso da moda— prontamente não é representativa do instante em que foi criada. Nestas expressões, é determinante o critério do amo social, que é o que marca as tendências, pro qual é imprescindível o trabalho dos meios de comunicação, da mesma forma da crítica de arte.

No século XVI, começou a crer-se que a arquitetura, a pintura e a escultura eram atividades que exigiam não apenas ofício e destreza, porém também um tipo de geração intelectual que os fez superiores a outros tipos de trabalhos manuais. Um semblante essencial na gênese da arte é a tua componente social, a inter-ligação entre artista e espectador, entre a obra e o seu cliente.

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Uma obra de arte responde a critérios sociais e culturais, de espaço e tempo, fora dos quais, bem que permaneça como um material físico, perde a sua significação conceitual, o porquê pelo qual foi montada. Do passado especulou-se com o significado artístico das expressões efêmeras, se o feitio efêmero da arte e da boniteza pode desvalorizar estes conceitos. A desvalorização do efêmero inicia com Platão, para o que as maravilhosas coisas não eram duradouros, visto que o único que é infinito é a “idéia do bonito”. De semelhante forma, o cristianismo, do qual emanou toda a estética medieval—, rejeitava a boniteza física como alguma coisa passageiro, em razão de a única formosura imutável era a de Deus.

entretanto, desde o século XIX começou uma mudança de conduta em relação à lindeza efêmera, que começou a ser valorizada por suas qualidades intrínsecas. Os românticos valorizavam “o que jamais se irá ver duas vezes”, e Goethe chegou a mostrar que só o efêmero é bonito: “Por que eu sou efêmera, ó Zeus?

Formosura / Eu não faço esbelto, diz Zeus, mais do que o efêmero” (As Estações). A arte contemporânea está intimamente conectado à sociedade, a evolução dos conceitos sociais, como o mecanicismo e a desvalorização do tempo e da beldade. É uma arte que se destaca na sua instantaneidade, tem de insuficiente tempo de sabedoria.

A arte atual tem oscilações contínuas do gosto, muda simultaneamente: do mesmo jeito a arte clássica sustentava-se sobre isto uma metafísica de idéias imutáveis, o atual, de raiz kantiana, achado gosto pela consciência social de lazer (cultura de massa). Numa população mais materialista, mais consumista, a arte se dirige aos sentidos, e não ao intelecto.